
Rio de Janeiro: A bohemia carioca
Lapa, o bairro próximo ao Centro, vibra de tanta energia que corre nas noites do fim de semana quando centenas de cariocas tomam as ruas para beber e conversar. Celebrei meu aniversario de 31 anos à meia-noite dançando samba com duas cariocas. Você não viveu o suficiente enquanto não tiver sambado com quem sabe do gingado – só de ver o compasso das pernas em uma velocidade que faria qualquer inglês cair no chão foi uma das experiências que mais me deixou de queixo caído. Aniversário é sempre algo memorável, mas esse tenho certeza de que foi inesquecível.
Curti meus últimos dias principalmente na praia tentando comer meu próprio peso em açaí (aquela fruta que você come com a colher), mas também procurei discos bacanas, andei de bicicleta na ciclovia que vai de Ipanema a mais além de Copacabana e ainda deu tempo de fazer um passeio turístico básico: visitei o impressionante Pão de Açúcar. Na manhã de minha partida acordei meio zonzo e desnorteado, um misto de ressaca e saudade, essa qualidade tão própria dos brasileiros.
Amo o sol, o mar e o samba, portanto era mais do que esperado que eu me acabaria me apaixonando pelo Rio. Fui sortudo por poder me enturmar e passear com os locais e assim saborear um lado mais autêntico da cidade. Minhas melhores lembranças são os detalhes do dia-a-dia – o calor intenso, o refresco da brisa em meio à conversa com as amizades recém feitas, as calorias de uma tigela de açaí e, claro, ver uma garota sambar. Não pretendo esperar mais cinco anos para visitar a cidade de novo. Na verdade, acho que a Far Out tem de abrir um escritório no Rio com máxima urgência. E conheço a pessoa ideal para o trabalho.
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