Rio de Janeiro: A bohemia carioca

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No meu primeiro sábado, eu não poderia fazer outra coisa a não ser pegar uma praia. Se o dia foi de sol, então a noite teria de ser de samba. Depois de alguns chopes nos botequins fui ao Centro Cultural Carioca. Minha primeira experiência de samba ao vivo não me desapontou. A banda era bem entrosada e mandou vários clássicos irresistíveis, incluindo aí uma versão suingada de ‘Parabéns pra Você’. Cedi à insistência da Bé, uma garota que conheci, e resolvi me arriscar na pista. Como não faz sentido ir a uma casa de samba se não for para dançar, lembre-se de ter o sapato apropriado e de tomar algumas caipirinhas para ajudar a cair no suingue.

Domingo, como dá para desconfiar, é dia de ir à praia. A avenida beira-mar em Ipanema fica fechada ao trânsito aos domingos e se transforma em uma grande área livre para as pessoas caminhar, conversar, passear e conferir umas às outras. Entre as 4 e 6 da tarde rola o som do Binário, mais conhecida como a banda da praia, ao vivo na avenida.

O som deles é ritmicamente rico e sonoramente expansivo, duas baterias criam grooves densos e três guitarristas mandam riffs matadores. A banda tocou por quase duas horas e parecia que quanto mais o sol diminuía, mais potente ficava o som, a percussão mais intensa, as guitarras hipnotizantes e o groove sempre irresistível. Eles empolgavam a multidão a cada vez que aceleravam, contagiavam com cada batida até darem a última nota e a galera implorar pelo bis. Vê-los apresentar uma ensolarada mistura de rock-jazz-funk enquanto os bons, os maus e os belos corriam e andavam de bicicleta ou de skate ao nosso lado, foi um dos pontos altos da minha viagem.

Mas aí você pergunta: “trabalhar que é bom nada?” Bom, sim, e fico aliviado em dizer que em minha segunda semana eu realmente trabalhei um pouco. Ajudei na filmagem de um vídeo de uma de nossas artistas, Clara Moreno, na praia de Ipanema. Mas não foi vida fácil, imagina quão complicado foi ter que ignorar sob um calor forte as beldades que passavam pra lá e pra cá por pelo menos meia hora enquanto filmávamos. OK, desculpe, vou parar de me ‘lamentar’.

Aproveitei a viagem também para explorar a região do centro (o coração comercial do Rio) durante algumas tardes. Diversos edifícios chamam a atenção, das testemunhas de um passado nobre como o Teatro Municipal às adições mais recentes como a impressionante Catedral Metropolitana e o sinistro prédio da Petrobrás. Foi bem divertido explorar as ruas da região parando aqui e ali para um salgadinho em meio à muvuca de pedestres e ambulantes. A Confeitaria Colombo, mesmo que um pouquinho mais cara, é uma ótima parada devido à excelente comida.

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janeiro, rio, trip, viagem
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