
São Luís: Terra de Jesus
Allez les Bleus
Um local, uma missão: invadir terras da coroa portuguesa e fundar a França Equinocial. Daniel de la Touche, sob encomenda da monarquia francesa, soube explorar a hostilidade existente entre os índios tupinambás e os colonizadores lusitanos e ganhou a confiança dos nativos. Construiu então um forte em 1612 e resolveu puxar a sardinha do seu patrão, o rei-menino Luís XIII, dando o nome de São Luís ao local. Tamanha nobreza teve vida curta. Pouco tempo depois os portugueses retomariam o controle da região e passariam então a investir em sua colonização. A herança deixada viria a dar visibilidade internacional à cidade séculos depois.
A partir do final dos anos 80 o governo local dedicou-se a recuperar e revitalizar o centro antigo - um conjunto histórico de 100 mil metros quadrados com mais de 300 casarões construídos nos séculos XVIII e XIX. A iniciativa, batizada como “Projeto Reviver”, foi recompensada em 1997, quando a Unesco reconheceu a área como Patrimonio Mundial da Humanidade. As vielas e ruas do centro compõem um cenário que oferecem uma viagem no tempo; letreiros antigos, fachadas desgastadas e azulejos pintados enchem os olhos de quem procura fazer boas fotografias. Como vovó ja dizia que olhar não enche a barriga, fui atrás de um bom prato. E bons restaurantes é que não faltam. A culinária maranhese tem como base pescados e mariscos, como a peixada, o peixe frito, e a caragueijada. Resolvi tentar o mais famoso prato local, o arroz de cuxá, servido com peixe frito foi uma ótima pedida.