
Marajó: Na Natureza Selvagem
Faroeste Amazônico
Marajó é uma terra de grandes distâncias. A locomoção fica comprometida durante o período das chuvas que marca quase todo o primeiro semestre. O ideal é conhecer o leste do Marajó no verão, quando é possível também visitar o município de Cachoeira do Arari.
Cachoeira possui um importante sítio arqueológico composto pela peças de cerâmica produzida pelos antigos índios Nuaruaques, habitantes primitivos do Marajó. As peças mais antigas datam de 980 a.C. O museu do Marajó, em Cachoeira, reúne alguns desses artigos e conta um pouco da história da ilha, a partir dos escritos do padre Giovanni Gallo.
Atravessamos de barco o impressionante lago Arari, tão imenso que parece que estamos em alto mar, e assim chegamos à Vila do Jenipapo, no município de Santa Cruz do Arari. Trata-se de um vilarejo totalmente construído sobre as águas, em palafitas e estivas onde vivem seus moradores. Quando o lago seca no verão e é possível andar sobre onde antes havia água, a Vila do Jenipapo lembra um faroeste amazônico. O clima, isolamento e pobreza reforçam a força de espírito dos habitantes de Marajó, uma terra onde seus moradores aprenderam a respeitar as leis mais rígidas da natureza.
João Vianna é fotógrafo profissional e criador do projeto Expedição Águas do Brasil. Conheça seu diário de bordo no site http://expedicaoaguasdobrasil.blogspot.com