MARIA RITA - A cantora mais conceituada do Brasil vem a Londres pela primeira vez
Filha da mais celebrada cantora da música popular brasileira está em turnê por Portugal e Inglaterra para divulgar seu último CD "Samba Meu" (ela vai se apresentar no
Barbican sábado, dia 28 de Junho). Em 2003, a Warner Music armou a uma campanha de marketing sem precedentes para promover o lançamento de seu primeiro álbum no Brasil. A expectativa em torno da “filha da Elis Regina” foi enorme e o álbum ‘Maria Rita’ (2003) foi um sucesso.
O terceiro disco da cantora brasileira mal foi lançado no Reino Unido e já está indicado na categoria ‘Africa’ and ‘Americas’ da BBC Radio 3 Awards For World Music 2008. O álbum ‘Samba Meu’, como o próprio nome sugere, é uma incursão da cantora no mundo do samba brasileiro. A filha de Elis Regina diz que não se entrega às pressões e que segue seus instintos. “Eu quero mesmo é fazer música para a massa”, revela a paulista de trinta anos.
Em seus dois discos anteriores, a cantora caminhou pelo jazz e pela MPB, valorizando mais a sua voz. As mudanças não param por aí. Ela trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro e deixou a imagem discreta de lado. Mais loira e sensual, a cantora de jeito falante e extrovertido, conta à JungleDrums como foi a produção de ‘Samba Meu’ e como se encantou com o batuque.
É seu primeiro disco que sai por uma gravadora na Inglaterra. Acha que vai conquistar o público daqui? E é muito difícil fazer sucesso fora do Brasil cantando em português?
Muito. O português é praticamente uma língua morta, falada em poucos países. Outro dia dei uma entrevista para uma rádio norte americana para explicar faixa a faixa o significado das letras. Mas, tem um lado positivo, a música brasileira é sempre muito bem recebida em qualquer lugar do mundo.
Como é construir uma carreira em lugares onde sua mãe não é conhecida como no Brasil?
Sempre que falam da minha mãe tenho um orgulho imenso. Ver o respeito e o carinho que pessoas, de diferentes partes do mundo, tem com o trabalho dela é impressionante. Em lugares que não tenho a Elis como referência o trabalho é de formiguinha, um começo a cada disco novo.
Você sente muita pressão por ser filha de Elis Regina, a cada trabalho novo ainda fazem comparações?
No meu primeiro disco eu dava entrevistas falando que não sentia pressão alguma e que as comparações não me incomodavam. Mas, em meu terceiro disco, percebo quanta pressão existia. Hoje, faço os meus trabalhos com maior tranquilidade. Não sou uma Britney Spears, que o críticos esperam o fracasso. Não me preocupo com os rumos de tudo. Nem com as vendas. Apenas quero fazer aquilo que meu instinto determina.