
PELO UNDERGROUND - A vibrante cena cultural do metrô londrino ilustrada num livro
É impossÃvel conceber a vida sobre Londres sem contar também com o que está embaixo dela. O underground, ou simplesmente tube, como os londrinos o costumam chamar, costura toda a cidade, de norte a sul, de leste a oeste. O própio mapa do metrô e seu colorido bordado é uma trama tão essencial no dia-a-dia da cidade que ele se tornou, assim como o Big Ben, um dos sÃmbolos maiores de Londres.
O 'tube' não se presta apenas a levar as pessoas de um lugar a outro. Muita coisa acontece por entre seus intermináveis corredores, escadas rolantes e plataformas. No subterrâneo da cidade - por de trás da aparente indiferença das pessoas - existe também muita arte.
O underground tem uma longa história em abrigar obras de artistas famosos. Desde o surrealista Man Ray, no inÃcio dos anos 20, até artistas pop mais contemporâeos como Chiho Aoshima, a lista de exemplos é extensa. A brasileira Beatriz Milhazes expôs, em 2006, um painel enorme na estação de Glouster Road, que representava as horas do dia, indo do amanhecer ao anoitecer. Os formatos para a expressão artÃstica são variáveis. Vão desde o famoso mapa, de Harry Beck, ao mosaico na estação de Tottenham Court Road, de Eduardo Paolozzi. Sem contar as centenas de posters e instalações que trazem um pouco de arte à rotina estressante dessa cidade.
O Plataform for Art é um projeto que desde 2000 busca dar ontinuidade a essa tradição londrina abriu espaço para instalações de rande porte nas plataformas do etrô. Agora, lança um bonito livro ditado pelo curador do programa amsin Dillon, om uma compliação os melhores trabalhos dos últimos nos. O livro inclui textos do crÃtico e arte Alex Coles, explorando as implicações do projeto e o papel da arte pública. Vale a pena conferir.
Por Adriano EspÃnola Filho
Foto Daisy Hutchison
PLATFORM FOR ART
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