
Estrada Real: O Tesouro bem Guardado de Minas Gerais
Percorrer a Estrada Real é um atalho para história, aventuras e gastronomia
Texto: Ana Wambier and Gabriel Silvestre
Fotos: Acervo Instituto Estrada Real
publicada na JungleDrums n.55 Março 2008
À beira do último trecho de terra da estrada que sai da cidadezinha de São Bartolomeu, um totem de informações indica que faltam três quilômetros para alcançar Ouro Preto. Se existisse há trezentos anos, seria um alívio aos funcionários da Coroa Portuguesa e aventureiros, que assim saberiam que faltaria pouco para chegar à cidade mais rica da colônia. Hoje, quem aproveita a sinalização eficiente da histórica Estrada Real são os viajantes que, a bordo de seus veículos 4x4, mountain bikes e cavalos, estão próximos de terminar a trilha do Caminho Velho.
A Estrada Real começou a ser construída ao fim do século XVII com o objetivo de escoar o ouro encontrado nas jazidas do estado de Minas Gerais para o litoral, onde embarcavam rumo ao velho continente. A primeira via de acesso, o Caminho Velho, ligava Paraty a Ouro Preto, mas tempos depois seria substiuída por um trajeto mais curto, o Caminho Novo, até o Rio de Janeiro. Posteriormente, com a descoberta de diamantes na região de Diamantina, uma nova extensão seria feita e daria à Estrada Real seu formato de ‘Y’ invertido com um total de 1.633 quilômetros.
Hoje, um dos indutores do percurso é o Instituto Estrada Real, uma sociedade sem fins lucrativos e criada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) com o intuito de fomentar o turismo e oportunidades de negócio nos municípios por onde atravessa.