
Belo Horizonte: De Bar em Bar
Botecos são o início perfeito para qualquer balada. Convenhamos, é difícil marcar onde sair com os amigos com antecedência e esperar que todos apareçam. É muito mais prático combinar de se encontrar em uma descontraída mesa de bar, preparar o estômago com petiscos e só então discutir para onde sair. Existem aqueles que nunca chegam a um acordo e ficam no boteco mesmo, mas quem parte para a noite belorizontina invar segue em direção a Savassi e Funcionários. Os bairros concentram bares mais sofisticados e baladas concorridas, como o recém inaugurado Roxy Club, uma casa de música eletrônica que chama a atenção pelo design futurista, ou A Obra, onde rola rock e banda ao vivo. Mas se nada disso for sua praia, sempre vai existir um boteco na esquina mais próxima.
Outra saída criativa que mostra como mineiros sabem usar prazeres mundanos como uma boa desculpa para celebração é o Contorna. Pode-se dizer que o evento é a versão brasileira do infame Circle Line Pub Crawl londrino. Ao invés de uma pint em cada estação da Circle Line, o que rola por aqui é um boteco crawl, uma caminhada pelos quase 15 quilômetros da Av. do Contorno, a avenida que circunda todo o centro da cidade, com paradas obrigatórias nos bares do percurso. A largada tem início pela manhã e só termina Deus sabe quando – dizem os mais otimistas que tem gente que finaliza já na madrugada do dia seguinte.
Se hoje fosse o dia do evento, os sobreviventes do Contorna provavelmente se uniriam a nós para um último ritual, já no raiar do dia, no Bar do Bolão. O bar da Praça Duque de Caxias recebe de braços abertos os famintos das noitadas de BH em busca de um santo remédio para curar a ressaca, como o famoso Rochedão do Bolão. O PF (prato feito) consiste em spaghetti, arroz, feijão, ovo, fritas e mais uma carne à escolha da freguesia. Vencer o prato é o meu último desafio depois de um dia intenso, mas como bem aprendi por aqui, todo exagero é pouco.