QUEM SERÁ O NOVO REI? Existirá um novo Pelé na nova geração?

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Da seleção brasileira sub-20 que disputou o mundial da categoria em 2007, pelo menos dez jogadores já atuam no exterior. Além de Pato, atuam no continente europeu os atacante Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk), Jô (CSKA Moskow) e Carlos Eduardo (Hoffenheim), os meias Leandro Lima (Porto) e William (Shakhtar Donetsk), os laterais Marcelo (Real Madrid) e Eduardo Ratinho (Toulousse), o goleiro Cássio (PSV) e o zagueiro David Luiz (Benfica).

Em contrapartida, os clubes brasileiros correm para repatriar jogadores insatisfeitos que queiram retornar à sua terra natal. No ano passado, 489 jogadores voltaram ao Brasil, segundo a CBF. Em 2006 haviam retornado 311 atletas.

Uma boa parte desses atletas são jovens que se arrependeram de ter saído da “vitrine” que é o futebol brasileiro. Mesmo com a mudança de postura de Dunga, o atual técnico da seleção brasileira que, ao contrário de seus antecessores, vem priorizando a convocação de jogadores não muito conhecidos que estão se destacando na Europa, alguns jogadores preferem voltar ao Brasil para cavar uma vaga na seleção brasileira. “Desde o dia em que sai do Atlético soube que minhas chances na seleção olímpica seriam menores, mesmo que eu arrebentasse por aqui. Eu não estou na TV toda semana, ficou mais difícil de aparecer. Mas é um preço que escolhi pagar”, diz Lima.

Dois jogadores que saíram jovens do Brasil retornaram ao futebol local no inicio do ano, justamente para voltar aos holofotes. Diogo Rincón e Kleber, que saíram cedo de seus clubes para atuar no futebol russo, agora atuam em dois grandes clubes brasileiros – Corinthians e Palmeiras.
Mas o mais comum mesmo é o retorno de jogadores veteranos, que fizeram a sua carreira na Europa e desejam encerrá-la no Brasil. Neste ano o grande destaque no futebol brasileiro foi a volta de Denílson, que saiu do país em 1997 e foi campeão mundial em 2002. O atacante, ex-Real Bétis e ídolo da torcida sãopaulina, foi parar no rival Palmeiras, com 31 anos de idade.

Alguns jogadores nem são tão conhecidos assim da torcida brasileira, como o jovem atacante Túlio de Melo, do Le Mans. O jogador virou notícia após marcar o gol da vitória de seu time contra o Lyon, seu 11º no campeonato francês. O Lyon é muito popular no Brasil pelo fato de possuir diversos jogadores brasileiros no elenco – dentre eles o ídolo Juninho Pernambucano.

O atacante começou no Atlético Mineiro em 2003, sendo já no ano seguinte transferido para o sueco AaB Aalborg, por empréstimo. Fez 19 partidas e marcou 6 gols, despertando a atenção do Le Mans, para onde se transferiu no ano seguinte.

Sua trajetória é semelhante à do atacante Afonso Alves, convocado para a seleção brasileira no ano passado após marcar 30 gols pelo Heereenven, da Holanda. Túlio, que tem idade olímpica, sonha em disputar os Jogos Olímpicos de Pequim neste ano.

A grande sensação da Europa, no entanto, vem sendo o goleiro Diego, do Almeria. Apesar de ter tido um certo destaque no Brasil, Diego não despertou tanta atenção da torcida. Mas, em poucos meses de Espanha, já superou o recorde do arqueiro Iker Casillas, do Real Madrid. Primeiro goleiro brasileiro a atuar no futebol espanhol, Diego atingiu a marca de 618 minutos sem levar gols, contra 575 minutos de Casillas. São seis partidas invictas debaixo das traves.

Se fosse por uma questão de probabilidade, pelo número de brasileiros bom de bola que surgem a cada ano desde 1958, o novo Pelé já deveria ter nascido. Mas, o próprio Rei explica o porquê ele nunca perderá a majestade: "Pelé é coisa de Deus; é difícil explicar, mas não vai nascer mais".
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