
Ilha Grande: O Paraíso do Diabo
Na trilha do ecoturismo
Com suas 106 praias e 193 km² de extensão, a Ilha Grande faz jus ao seu nome. Chegar até ela não é complicado, mas pede apenas um pouquinho de planejamento. O único acesso possível é pelo mar, através das barcas que saem diariamente de Angra dos Reis e Mangaratiba. Qualquer veículo deve ser deixado para trás, já que carros e motos não podem circular por ali.
Quem parte do Rio, como fiz, deve madrugar para percorrer os 105 quilômetros até Mangaratiba, já que a barca sai às oito da manhã. O esforço logo é recompensado ao chegar a Vila do Abraão, capital informal da ilha. Palmeiras, mangueiras e amendoeiras povoam sua orla servindo sua sombra a preguiçosos cães pulguentos. Aqui se concentram a maioria das pousadas e a estrutura da ilha, como restaurantes, bares e internet cafés. Operadoras oferecem passeios de escuna, com a promessa de levar a praias desertas. Quem tem fôlego e resolve encarar as diversas trilhas, no entanto, tem como bônus cachoeiras, lagoas e vistas privilegiadas.
As trilhas da ilha oferecem a oportunidade de vislumbrar a riqueza da fauna e da flora da mata atlântica. Esse tipo de vegetação já chegou a cobrir 15% do território brasileiro e possui uma das maiores biodiversidades de ecossistema no planeta, lar de mais de 500 espécies endêmicas. É bem grande a chance de topar com papagaios, pica-paus, macacos e pacas por aqui.
Depois de uma hora e meia percorrendo uma trilha leve, chega-se à praia de Lopes Mendes. Sempre presente no ranking das mais belas praias do país, ela tem quase três quilômetros de areias finas e brancas e águas ideais para o surfe. Foi nela que escolhi passar boa parte de minha estadia, com direito a cerveja sempre gelada e uma pelada de fim de tarde.
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