
Oscar Niemeyer: O Mestre das Curvas
Brasília
No coração do país, Brasília representa a projeção máxima que um arquiteto pode sonhar. Idealizada na década de 50 para ser a nova capital federal, a cidade nasceu do zero a partir das pranchetas de Niemeyer e do urbanista Lucio Costa. Como uma grande tela em branco, a antes planície deserta deu lugar a uma cidade meticulosamente planejada no formato de um avião. Seus edifícios consagraram Niemeyer como um dos arquitetos mais influentes do século XX e personificaram as transformações econômicas do país.
Niemeyer queria induzir uma comunidade mais igualitária, e o denominador comum seriam as Superquadras, grandes conjuntos habitacionais dispostos nas ‘asas’ da cidade. Projetadas para serem auto-suficientes, cada grupo de quatro superquadras conta com extensa área verde, comércio, escolas e igrejas, serviços indispensáveis para o funcionamento de um bairro. O desejo comunitário porém, não prosperou. A crescente especulação imobiliária acabou por expulsar moradores de renda modesta às cidades que circundam Brasília.
Mas as inovações do arquiteto que lhe renderam o apelido de ‘poeta das curvas’ estão ao longo do eixo central do avião. A Praça dos Três Poderes abriga o inconfundível edifício do Congresso Nacional, duas grandes torres de escritórios acompanhadas de duas meia-esferas invertidas que abrigam a Câmara de Deputados e o Senado Federal. Nas imediações está a Catedral de Brasília, de construção circular com colunas diagonais que se encontram no topo e pemitem ampla passagem de luz pelos vitrais. Outros edifícios inicialmente previstos só viriam a ver a luz do dia décadas depois. A Biblioteca e o Museu Nacional foram inaugurados em 2006.
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